Os ingleses referem-se à Austrália (e à Nova Zelândia) como “down under”, algo como o abaixo do debaixo, um fim de mundo, referindo-se à sua posição geográfica mais próxima do Pólo Sul e a mais longínqua possível do Reino Unido. É uma forma depreciativa de referir-se ao país, hoje recebida como uma gozação simpática.
Mas nas últimas semanas a agência australiana CumminsNitro criou uma campanha de penetração mundial para selecionar o administrador para uma ilha paradisíaca no estado de Queensland e ao fazer isto literalmente colocou a Austrália e o novo marketing repensado no topo do mundo. Até hoje ninguém fez nada melhor.
A oferta irresistível do anúncio era oferecer “o melhor emprego do mundo” e graças a este conceito virou notícia em todos os programas jornalísticos da Terra. O emprego: tomar conta da ilha tropical de Hamilton por seis meses ganhando para isto um salário de $ 150 000 dólares australianos.
A notícia e o anúncio com acesso ao www.islandreefjob.com gerou o interesse de 34 684 pessoas de mais de 200 países. Todos tiveram de enviar um vídeo de 60 segundos apresentando-se para a seleção.
A lista foi resumida a 50 candidatos de 22 países e passará hoje, sexta-feira dia 3, a 11 candidatos escolhidos por votação on line – tal como num reality show.
Os finalistas irão saber dia 6 de maio, na própria ilha, quem será o escolhido ou a escolhida que assumirá as suas funções no dia 1º de julho.
Mas o que é mais importante no processo de seleção dos australianos foi a descoberta de um novo formato revolucionário de usar a mídia social nos tempos de Internet.
Em vez de um anúncio classificado no jornal com um Precisa-se o tema australiano virou assunto mundial. Quem pagou? Quem ganhou?
Não foi de graça toda esta operação. O investimento do Ministério do Turismo de Queensland foi de $1,7 milhões de dólares australianos. Mas o retorno calculado pelo Ministro Desley Boyle supera $70 milhões de dólares australianos.
Até isto virou notícia
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É neste espaço em que todos podem postar vídeos, notícias, indicar sites e dicas de leituras para toda a equipe, sobre tudo o que for relevante e que de fato represente uma INOVAÇÃO não apenas para a REPENSE, mas para o nosso negócio e para o nosso crescimento profissional.
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Otavio Dias
abril 4th, 2009 at 15:25
Sensacional, Pio. A Nitro no Brasil é associada à agência Santa Clara, que também tem feito um excelente trabalho e é uma excelente referência local de hotshop criativa. Quem não a conhecem bem, visite o site http://www.santaclara.net. Um concorrente respeitável e com uma filosofia de atuação parecida com a nossa. Abs!
Pio
abril 6th, 2009 at 18:17
De fato são diferentes aqui, como devem ser ainda mais diferentes na Austrália… Mas além do 70 milhões de dólares australianos como lucro do estado de Queensland a agência também lucrou (mais ainda!) com a associação do projeto a seu nome em escala global.
Octavio Moreira Lima
abril 7th, 2009 at 11:26
No tempo em que eu era sócio da Direto da Casa, o Fernando Campos, sócio e diretor de criação da Santa Clara, dirigia a criação da Casa da Criação, agência-mãe da Direto. Ele é uma usina de força e sabe criar um ambiente criativo muito estimulante para quem está ao seu redor. Tenho ótimas lembranças daquele tempo.