Margareth Goldenberg, diretora de responsabilidade social da Repense, é uma das entrevistadas na reportagem especial “De dentro para fora – Agências reafirmam compromissos sociais e ambientais e incrementam serviços para clientes” da revista Meio&Mensagem desta semana (11/06). Confira:
Redefinição de conceitos
Margareth Goldenberg, diretora da Repense, esclarece que sustentabilidade e consumo não são antagônicos. Segundo ela, essa distorção de percepção resulta de certa confusão de conceitos sobre termos. A executiva pontua que em boa parte das vezes se exclui da definição de ações sustentáveis a necessidade de equilibrar aspectos financeiros, além de sociais e ambientais. “O lucro não é pecado, nem mesmo o consumo. O desafio é buscar o lucro de forma equilibrada e consciente”, pondera. Alimentar um olhar crítico sobre os processos, na visão de Margareth , contribui para ter o bom senso à mão na hora de ter de decidir sobre questões relevantes, como seguir a premissa de não investir mais em comunicação do que no projeto de fato. Para a executiva, antes de divulgar é preciso certificar-se de que todos os stakeholders estão informados e envolvidos no processo. “Tudo começa de dentro pra fora”, enfatiza.
Na Repense há duas portas para empreendimentos na área. Uma pela Comunicação Especializada em Responsabilidade Social e Sustentabilidade e outra pela Consultoria, que dá apoio tático e estratégico na atuação dos clientes nessas frentes. A agência também tem investido na comunicação Fundraising, que atua na capacitação de recursos voluntários em diversas plataformas de comunicação.
Margareth menciona que a formação de uma equipe especializada na Repense também foi motivada pela preocupação em ter profissionais qualificados para identificar todas as nuances de um projeto de sustentabilidade. “Temos expertises tanto de comunicação como especialistas em sustentabilidade e investimento social privado. Quando reconhecemos que o que se pretende comunicar pelo cliente pode ser considerado greenwashing, avaliamos e fazemos uma série de recomendações ao cliente, de modo que ele não se exponha e, sim qualifique a sua contribuição para o meio ambiente e a sociedade antes de comunicá-la”, esclarece.
Para Margareth, a comunicação dialogada, trazida pelas redes sociais, evidenciou a necessidade de as marcas serem verdadeiramente transparentes. “Em todos os aspectos corporativos, é cada vez mais fundamental haver coerência entre o que a empresa promete e o que efetivamente entrega”. A executiva assinala que algumas agências ainda pecam pela superficialidade como abordam os assuntos e usam essas oportunidades mais para gerar visibilidade própria do que para produzir resultados para o cliente.
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