Nunca neste planeta, seguindo a retórica do nosso presidente, tantas coisas importantes foram descobertas e tantas inovações foram aplicadas ao mesmo tempo.

Há alguns anos, mais de 10 com certeza, eu informava para participantes de minhas aulas ou conferências que mais de 80% de todos os cientistas e pesquisadores que a Terra já havia produzido estavam vivos – naquele momento – e estavam trabalhando.

Dizia isto para incentivar o público a se atualizar, a não mais se apegar como uma ostra ao rochedo ao que já havia aprendido a fazer e que morria de medo de modificar.

Hoje tenho certeza de que o número de cientistas e pesquisadores vivos já deve ser superior a 90% de todos os que viveram , e este fato tem consequências muito grandes para o nosso dia-a-dia de comunicadores de marketing.

Há mais cursos e seminários de reciclagem do que todas as horas e todos os dias do ano ainda sobrando agenda para os próximos anos. Cabe portanto a cada um ou a cada uma de nós olhar para a montanha dos novos conhecimentos a ser escalada e definir a trilha que vamos fazer para chegar ao topo. Com todos os riscos que a nossa escolha possa gerar.

Camões, o nosso poeta dos Lusíadas, ele próprio um viajante, soldado e explorador valorizava “o saber de experiência feito”. E este conselho de quase cinco séculos vale hoje com mais intesidade para nós. A busca de certezas (nossas, dos cliente, dos consumidores, da opinião pública) se tornou default. E só pode dar certezas quem tenha certezas consolidadas sobre o que esteja propondo.

Tenho participado de cursos, tenho sido palestrante em cursos, tenho dado aulas regulares em universidades num esforço de compartilhar as minhas verdades com os meus públicos e diante disto me animei a compartilhar com a turma da REPENSE o conselho do título deste post.

Tenho absoluta certeza de que o grande problema de quem quer aprender um novo conhecimento é o de identificar o que seja de fato um novo conhecimento.

Acho que nenhum de nós tem experiência em garimpos. Não entendemos nada sobre pedras preciosas, minerais, veios, nada disto.

Pois bem se uma pessoa chegar diante de nós com um carrinho de mão cheio de pedras não poderíamos dizer se o que estava ali seriam pedras comuns ou diamantes ainda não lapidados. Tremendos erros fáceis de cometer pelo ignorante.

Todos os treinamentos que devemos buscar hoje são para que aprendamos a diferenciar as pedras sem valor dos diamantes que frequentemente passam diante de nossos olhos sem que sejamos capazes de reconhecê-los à primeira vista.

Sugiro como programa a ser cumprido que tenhamos todos os dias o tesão da novas descobertas seja valorizado como orientação pessoal para ajudar neste treinamento de separar pedras de diamantes. 

Sempre tendo em vista fazer o que se está descobrindo o quanto antes – antes dos concorrentes, por exemplo.

É claro que entender de tudo relacionado à web, ao uso de computadores para fazer coisas com mais eficiência é um bom caminho. Mas, o que seria bom e com certeza fará a sua glória, será usar estas novidades como o Newton usou a maçã.

A partir da queda de uma da macieira criou a suas Leis da Atração Universal.

Repense cada novo conhecimento recebido e garanto que terá muito mais prazer em sua vida.

Lembro  ainda que treino é treino e jogo é jogo. Portanto não deixe seu pensamento se transformar em apenas mais um vício…solitário.