Conflitos globais é uma plataforma imersiva que combina game, rede social e novas práticas de educação.

O game Conflitos globais chegou ao Brasil como uma plataforma educativa que levará não apenas o game para a sala de aula, mas todo um plano de ensino pedagógico. Desenvolvido pela produtora dinamarquesa Serious Games, o título mostra eventos baseados no mundo real para que o aluno possa vivenciar situações e, com isso, aprender elementos das disciplinas como História, Geografia e Português, por exemplo.

Para que a iniciativa dê certo, os jogo educativos precisam agradar principalmente os alunos. “Existem muitos jogos educacionais que são chatos porque repetem a mesma lógica do professor dentro da sala de aula, cobrando do aluno uma resposta”, explica Gilson Schwartz, líder do grupo de pesquisa da Cidade do Conhecimento, na USP, em São Paulo, e dono da empresa Iconomia Produções Culturais, que trouxe Conflitos globais para o país.

“A grande diferença de Conflitos globais é que ele não tem essa lógica instrucional. Ele traz do mundo dos games esta imersão de viver um personagem. O aproveitamento e interesse que isso provoca é muito mais do que uma interface que exige acertar uma questão”.

A série Conflitos globais possui quatro versões já lançadas no exterior: Afeganistão, Palestina, Uganda e América Latina. Este último é o primeiro a chegar ao Brasil.

Na série de jogos, o aluno entra na pele de um jornalista investigativo em um ambiente em três dimensões. Do gênero “point and click” (aponte o mouse e clique) e o objetivo é conversar com os personagens do local como trabalhadores e políticos, por exemplo, obtendo informações sobre uma determinada situação.

Dependendo da pergunta feita, uma resposta com uma informação será dada. É necessário conseguir a maior quantidade de dados dentro de um tempo estipulado. O título “América Latina” conta com cinco histórias. Em uma delas, uma garota foi morta a tiros na fronteira do México. O aluno deve descobrir como ela morreu e que futuro terá o filho dela, ficando atento às questões de imigração, fronteiras nacionais e interesses políticos.

Após jogar o game, que dura em média 45 minutos, entra a criatividade do professor. Com base na experiência vivida pelo aluno, ele deverá criar uma reportagem como se fosse o jornalista do mundo virtual de Conflitos globais.

Com reportagem G1 – Gustavo Petró

Acessem: www.conflitosglobais.com.br