Jornalistas, marqueteiros, advogados, cariocas, professores, moradores da Zona Sul do Rio são pessoas céticas por definição. De maneira geral desconfiam da versão demasiadamente elogiosa de qualquer coisa. Não foi sem razão que o Bussunda popularizou a expressão “Fala sério!”. Pois em princípio, nada é muito sério.

Quando a Brigitte Bardot andou pelo Rio e começou a aparecer em tudo quanto é lugar os cariocas esqueceram o fascínio inicial pela atriz demonstrado nos dias seguintes à sua chegada e passaram a comentar entre si: “Disfarça porque aquela chata da Brigitte está vindo de novo para cá… e já nos viu!”.

Em Ipanema e no Leblon as pessoas não davam bola para o Tom Jobim, e outros personagens geniais já falecidos eram muito mais lembrados com um comentário sacana de que “lá está o Fulaninho de Oliveira de porre novamente” do que sobre o seu último trabalho.

Quando todos os personagens céticos definidos no primeiro parágrafo se juntam numa pessoa só – no caso, o redator deste texto – seria de se supor uma altíssima possibilidade de “nós” todos não “nos” entusiasmarmos com uma coisa tão diferente como uma entidade chamada Fundação Xuxa Meneghel , instalada em Pedra da Guaratiba a 60 quilômetros da Zona Sul do Rio.

Afirmo aqui, sem medo de ser desmentido por quem quer que seja, que não haverá pessoa que não se torne o mais entusiasmado fã da Xuxa depois de conhecer a Fundação inventada por ela HÁ 18 ANOS , sustentada por ela HÁ 18 ANOS e que nestes 18 anos tem mudado para muito melhor a vida de alguns milhares de meninos e meninas que tiveram o privilégio de se aprimorarem no seu espaço de 35 mil metros quadrados.

A conclusão mais óbvia de quem conhece a Fundação Xuxa é que toda a fama, todos os sucessos, todos os filmes, todos os prêmios, todos os discos de platina, todos os vídeos daquela menina representam valor menos do que a Fundação que ela inventou e permitiu existir durante tanto tempo quase sem ninguém saber.

Eu faço parte do grupo dos que sabiam que a Xuxa tinha um projeto social lá pelos subúrbios do Rio, mas ao visitar o local junto com a Vivian e, recepcionados pela Angélica Goulart, sua diretora desde a fundação em 1989, não pude deixar de ficar continuamente emocionado.

Visitei sem aviso prévio todas as salas de aula onde crianças de 3 a 17 anos alargavam os seus horizontes culturais e humanos com a ajuda de professoras e professores que pareciam dedicados a esta tarefa como se a vida deles dependesse disto.

E para um terço destes professores e instrutores, este conceito é muito mais do que um jogo esperto de palavras. Eles próprios, alguns desde os 3 anos de idade, saltaram da vida dura de filhos e filhas de famílias desprovidas de quase tudo para uma categoria de profissionais competentes e realizados invejada pelos pais dos mais ricos estudantes.

Todos eles fazem parte de uma entidade elogiada e reconhecida pelo trabalho que faz com as crianças. Em especial pelos processos ao mesmo tempo humanos e técnicos aprimorados nestes 18 anos. As crianças são assistidas ao mesmo tempo em que ganham confiança no que fazem.  Não são crianças “adestradas”. Elas ganham acesso a todos os conhecimentos para tornar a sua vida e a vida de seus pais muito mais plena.

O aspecto mais marcante em todas elas é o mesmo: é o olhar vivo, atento, alegre.

Lembro de um poema, Geir Campos, dito por Paulo Autran na peça Opinião com toda a propriedade: “Só canto quando vejo, nos olhos dos que me ouvem, a esperança”.

Toda esta esperança nos olhos daquelas crianças vai contar com a ajuda profissional da R.EPENSE para que mais e mais pessoas decidam compartilhar, a partir deste ano do maior sucesso da Xuxa dentre todos os alcançados em sua vida profissional.

Aguarde os próximos passos para saber como poderá se integrar a este projeto, mas se quiser começar antes, fale comigo.

Hoje mesmo.