Acabei de preparar o Cannes Report que enviaremos aos clientes. Segue aqui o capítulo final, que traz os 10 aprendizados principais de Cannes em 2009, na visão da REPENSE.
1. O CONSUMIDOR DOMINOU A COMUNICAÇÃO E ESTÁ NO PODER.
O consumidor já se tornou completamente multimídia, isto não é mais novidade. Blogs (milhares), redes sociais (Facebook, Orkut, MySpace, Flickr), o Twitter (rede de comunicação instantânea) e os site de mecanismos de busca (Google, Yahoo, Bing, recém lançado pela Microsoft), dentre outras novidades que certamente já estão surgindo neste exato instante em que está lendo este report, continuarão lhe transferindo ainda mais poder e fragmentando, mais e mais, a audiência dos grandes veículos de comunicação.
2. A GERAÇÃO DE CONTEÚDO SERÁ TÃO IMPORTANTE QUANTO A EXPOSIÇÃO DE CONCEITOS E MENSAGENS PUBLICITÁRIAS.
Os mecanismos de busca continuarão crescendo em importância e o conteúdo estará disseminado em várias plataformas diferentes (TV, sites de vídeo, portais, celulares, blogs, etc). A altíssima penetração dos celulares e a democratização e ampliação da velocidade de acesso à banda larga revolucionarão mais e mais os hábitos dos consumidores para busca de produtos ou serviços. Quem vai decidir qual canal utilizar, será o próprio consumidor, de acordo com a sua conveniência!
3. O MERCADO AINDA NÃO DOMINA O NOVO MIX DE COMUNICAÇÃO.
As novas mídias ganharão cada vez mais espaço e desafiarão de forma evolutiva as mídias convencionais. Esta fragmentação dará cada vez mais possibilidade de escolha ao consumidor frente às mídias que irá “consumir”, o que dificultará cada vez mais a identificação do melhor mix para atingi-lo e, assim, encontrar a nova distribuição da verba de comunicação se transformará num dos maiores desafios aos profissionais de comunicação.
4. A MENSURAÇÃO DO IMPACTO DA COMUNICAÇÃO SERÁ REDEFINIDA.
Na era da interatividade, do marketing viral e das mídias sociais, a visão do custo por mil não fará mais sentido. A visão de audiência quantitativa muito provavelmente será aos poucos substituída pela visão de audiência qualitativa e relevante e a principal métrica se tornará o grau de envolvimento e diálogo da marca com seus consumidores.
5. AS AGÊNCIAS REDEFINIRÃO SEUS MODELOS DE REMUNERAÇÃO.
A menor receita propiciada pelos meios digitais e em alguns casos a própria inexistência de uma política comercial para remuneração das agências para alguns meios ou ferramentas (como no caso do Twitter), impulsionará uma forte mudança nos modelos de remuneração vigentes, que naturalmente estarão cada vez menos alicerçados nos comissionamentos advindos da mídia de massa. Isto está acontecendo no mundo todo e o mercado brasileiro não conseguirão escapar por muito tempo.
6. O DESAFIO É AUMENTAR O TEMPO DE INTERAÇÃO COM O CONSUMIDOR.
Se por um lado será cada vez mais difícil atingir o consumidor, por outro os recursos de interatividade abrirá a possibilidade – quando há relevância e atratividade, seja através de conteúdo/informação, seja através de entretenimento – de prorrogarmos o tempo de contato das marcas com seus consumidores.
7. ACABARAM AS FRONTEIRAS ENTRE AS DISCIPLINAS DE COMUNICAÇÃO.
As disciplinas de comunicação (direct, digital, advertising, promoção, PR, design, conteúdo) estarão cada vez mais sobrepostas e interdependentes, impulsionando o trabalho em equipe e verdadeiramente integrado. Acabou a era da integração das disciplinas com base apenas num grande conceito criativo. Profissionais especialistas deverão trabalhar em equipe e desenvolver as idéias conjuntamente, desde o início. A BIG IDEA não estará mais necessariamente centrada na propaganda e depois desmembrada para outras disciplinas, ela poderá surgir em qualquer arena da comunicação.
8. DESAFIOS DE COMUNICAÇÃO SERÃO TAMBÉM SOLUCIONADOS POR PROFISSIONAIS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E CIENTÍFICA.
A solução dos objetivos de comunicação não estará apenas nas mãos das agências de comunicação ou na “mídia”, seja ela on-line ou off-line, mas também em aplicativos, ferramentas e inovações tecnológicas que facilitem a vida do consumidor, que tenham aderência ao seu dia a dia. Estas novas “entregas” dependerão, fundamentalmente, de parceiros externos de diferentes áreas, o que evidencia a importância que o trabalho colaborativo continuará ganhando.
9. AGÊNCIAS SE TONARÃO SÓCIAS DOS SEUS CLIENTES.
O papel das agências evoluirá da criação de campanhas publicitárias para o planejamento e influência no desenvolvimento de produtos e de novos negócios aos seus clientes. A atuação ganhará um salto: de parceiro de comunicação para parceiro de negócio. Isto se refletirá na forma de remuneração também.
10. AGÊNCIAS E CLIENTES BUSCARÃO SOLUÇÕES PARA CONTRIBUREM MAIS FORTEMENTE PARA A SOCIEDADE E MEIO-AMBIENTE.
Cada vez mais anunciantes e agências deverão também se comprometer com o impacto sócio-ambiental de suas atuações, compreendendo a importância que possuem para as mudanças que o mundo enfrenta. A comunicação deverá cumprir um papel diferente, de não mais apenas impulsionar o consumo, mas principalmente de ajudar a conscientizar a sociedade, criando movimentos que contagiem as pessoas, que toquem seus corações, que as façam participar e opinar, que as envolvam numa via de mão dupla. A transparência ditará a regra de qualquer estratégia de relacionamento, pois as redes sociais deram voz ao consumidor e qualquer incoerência poderá rapidamente se tornar um tiro no pé para marcas e anunciantes.
Este é o canal de notícias e de troca de informações exclusivo para o time repensadores.
O objetivo é manter a equipe da REPENSE antenada com as novidades da agência e do mercado de comunicação como um todo.
É neste espaço em que todos podem postar vídeos, notícias, indicar sites e dicas de leituras para toda a equipe, sobre tudo o que for relevante e que de fato represente uma INOVAÇÃO não apenas para a REPENSE, mas para o nosso negócio e para o nosso crescimento profissional.
Compartilhe, contribua e aproveite.
Pio
julho 15th, 2009 at 14:24
Precisamos iniciar um movimento semelhante a uma cruzada para tonar estes conceitos nova propriedade dos anunciantes,sejam eles clientes nossos ou não.
A percepção da mudança não tem como consequência direta a decisão de mudar.
Vamos escrever mais artigos, darmos mais entrevistas,
falarmos mais, debatermos mais enquanto vamos fazendo mais.
Cada dia sugiro que busquemos exemplos vivos de que as trendências são mesmo realizadas por gente merecedora de confiança.