Estranha e fascinante é a nossa profissão: no início ser “agente publicitário” era ser capaz de criar cartazes, anúncios nas ruas e conseguir desta forma que os produtos neles anunciados fossem conhecidos e comprados.

Depois veio a fase da mídia impressa, depois a do rádio seguida pela gloriosa era da televisão que ainda impera e vai imperar por algum tempo. Enquanto  isto outro rei, na verdade um super rei, entra no palco: o mobile phone, o celular cada vez indo muito além do telefone.

No Brasil são hoje 150 milhões de aparelhos nas mãos dos consumidores. No ano passado  foram vendidos 51 milhões deles e grandes anunciantes como os maiores bancos, Close-up, Fiat, General Motors estão cada vez mais dispostos a investir nesta mídia direta e interativa dinheiros cujo destino anterior seria a das “mídias tradicionais”.

Vinton Cerf, em visita ao Brasil, como o grande evangelista do Google,  disse ontem em São Paulo que a  interação entre pessoas, serviços e equipamentos vai tornar-se a cada dia maior. E digo eu, e mais eficiente por que será cada vez mais desejada por ambas as partes, a que envia a informação e a que a recebe.

Hoje para representarmos o que se chamava anteriormente de “agente publicitário”seria um  profissional capaz de lidar – sem preconceitos de qualquer espécie (nem a favor nem contra) – com esta nova mídia do móbile integrada ao que venha a ser a WEB 3. 0

E os melhores dentre estes novos grandes profissionais serão aqueles capazes de pensar desde cartazes de rua, à mídia impressa, passando pelo rádio e a televisão. Pois esta é a norma na evolução das espécies, como Darwin demonstrou há 200 anos!

A evolução acrescenta novos atributos, e não se dedica a destruir os antigos.