Por Pio Borges
O início de qualquer mudança quase não é percebido. Diante dos terremotos que estão ocorrendo neste início de 2010 muita gente, e muitos cientistas, estão se perguntando se não haveria forma de prever estas tragédias e salvar mais pessoas de seus efeitos.
Parece que até agora não tem sido possível prever terremotos, mas agora mesmo estão pipocando sinais de um terremoto com efeitos mais destruidores sobre os hábitos históricos de grande quantidade de pessoas, com consequências mais intensas sobre todo um grupo de profissionais: o dos que poderiam ser denominados jornalistas tradicionais.
Uma pesquisa da Forrester Research revela que metade dos adultos nos EUA interagem com redes sociais (78% deles no Facebook) recomendando que toda marca deva ter uma estratégia para existir nas redes sociais.
O mesmo estudo revela que 61% dos anunciantes norte-americanos está transferindo recursos da televisão por ser esta mídia menos eficiente,
Como evidência deste fato - norte-americano é bom lembrar - executivos das grandes redes se dão conta de que mais de 25% das pessoas recebem já hoje as notícias que lhes interessam em seus telefones celulares.
O fato chocante é que ao assistir o noticiário na TV a atenção das pessoas vai para apenas uma, duas ou três notícias, o restante é visto como desperdício de informação, com custos altos de apuração, custos altos de veiculação e perigo continuado de perda de audiência com apenas um toque no controle remoto.
O problema nos EUA está determinado a demissão de equipes e leva a todos no mundo a imaginar se estes não seriam sinais prévios, mais do que evidentes de um grande terremoto que está dando todas as oportunidades para a busca de soluções em todas as partes da Terra antes da tragédia.
No Brasil quem precisa saber o desempenho da bolsa de NY ou da bolsa de valores locais já sabe exatamente o que está ocorrendo enquanto está ocorrendo. Não precisa saber disto - tautologicamente - num noticiário de televisão das 20 horas. Se forem consideradas todas as matérias veiculadas pela TV - o caso das bolsas é usado aqui como exemplo - é possível que bem mais da metade do que vai ao ar seja notícia requentada para quem de fato irá interessar-se por ela e por suas consequências.
Felizmente não vigora o velho princípio de “tudo o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, nem muito menos a versão negativa do mesmo conceito.
A televisão brasileira tem posição destacada no mundo por sua capacidade de falar e envolver grandes audiências com programas de massa numa clara demonstração de que mesmo seguindo formatos inventados em outros países os torna melhores. Como prova insofismável vende estes programas para mais de 100 países em versões dubladas.
Mas, o que se precisa ter em conta todo o tempo é que os indícios do terremoto global estão pipocando por toda a parte.
Você mesmo tem um sinal destes cada vez mais barulhento em seu bolso.
Camila Pitanga é a estrela de ação 100% online que visa conquistar novos doadores para a ONG
Ficha Técnica
Cliente
WWF-Brasil
Campanha
“Você Acredita Nisso”
Criação
Valmir Leite – VP de Criação
Octavio Moreira Lima – Supervisor de Criação
Rafael Nascimento – Diretor de Arte/Webdesigner
Planejamento/Atendimento
Vivian Fasca – Diretora de Planejamento
Bianca Rezende – Supervisora de Contas
Produção
Igor Crivelari – Supervisor de Projeto
Rita Valerim – Gerente de Operações
Aprovação/cliente
Camila Gonçalves Freitas e Alexandre Augusto – WWF-Brasil
O crescimento da mídia brasileira em 2009 foi de apenas 2% em relação ao mesmo período de 2008, totalizando R$ 19,8 bilhões. O maior crescimento foi registrado na internet, 23,27% (R$ 827 milhões), ao contrário dos jornais e revistas, que registraram queda.
Nos jornais a queda foi de 9,5% (R$ 2,8 bilhões), seguido pelas revistas, com 8,5% (R$ 1,5 bilhão). A pesquisa também mostrou que a TV aberta continua com a maior parcela de verba publicitária, 60,7% do valor aplicado pelos anunciantes.
Fonte: Comunique-se
A hard day’s work for the internet is given real world context
A phenomenal info-graphic from an organisation called Online Education puts the internet into context which we guarantee will make you even more addicted.
The infographic includes such gems as: the internet deals with 210 billion emails being sent daily, which is the equivalent to an entire year’s worth of snail mail in the US.
Not to mention the 900,000 new articles posted by bloggers every day could fill The New York Times for 19 years.
And the three million images uploaded to Flickr every day would require a 375,000-page photo album.
It’s all fascinating stuff from Online Education, a site which specialises in ’stuff they don’t teach you in college’. It’s well worth following Online Education’s thought-provoking take on the world on Twitter.
Fonte: http://www.contagiousmagazine.com/2010/02/a_day_in_the_internet.php
Pesquisa da Edelman mostra que confiança das pessoas no os amigos dizem na internet sobre uma marca diminuiu pela metade em dois anos
Uma mantra diz que as redes sociais são uma maneira de os anunciantes contarem histórias autênticas e críveis a seus consumidores, cuja confiança em CEO´s, membros do governo e analistas de mercado está abalada. Mas de acordo com o último Barômetro da Confiança da Edelman, o número de pessoas que enxergam em seus amigos e parceiros como fontes confiáveis de informação sobre uma empresa caiu pela metade desde 2008, de 45% para apenas 25%.
Para Richard Edelman, presidente da Edelman, trata-se de um sinal dos tempos. “Os eventos dos últimos 18 meses assustaram as pessoas. Elas precisam ver as mensagens em lugares diferentes e a partir de diferentes pessoas, desde experts bem como empregados da empresa e amigos”, diz. “É um período de ceticismo. Então, se a companhia olha para o marketing boca-a-boca como solução, estão certas, mas ela precisa entender que esta não pode ser mais a única saída, mas sim uma parte da solução”, conclui.
Os consumidores estão descrentes de modo geral. A credibilidade da TV caiu 23 pontos percentuais e radio e jornais outros 20 pontos na comparação de 2008 com 2010.
Quando perguntadas se a informação sobre uma companhia parecia crível no caso de ela ser passada por “uma pessoa como você” (o chamado americano médio) o número caiu também. Apenas 39% acreditam que as mensagens ditas por consumidores eram confiáveis, contra 45% em 2009.
Por outro lado, a figura do CEO ganhou força na confiabilidade. A estratégia de levar o líder executivo para a frente da comunicação, algo feito pela General Motors com Ed Whitacre (e pela Toyota em um momento negativo de recall, com Jim Lentz) aumentou a confiança das pessoas no CEO, de 17% em 2009 para 26% neste ano. Também ganharam confiabilidade membros do governo (22% contra 27% neste ano), analistas do mercado financeiro (46% contra 52%), ONG´s (42% contra 44%) e acadêmicos (61% contra 64%).
Ou seja, o fato de os consumidores pararem de acreditar no que seus amigos e pessoas comuns dizem em testemunhais do produto ou empresa, há implicações significativas para anunciantes e redes sociais, bem como outras plataformas de marketing boca-a-boca.
Plataformas como Facebook e Twiiter permitiram às pessoas manterem círculos de associação casual mais amplos, o que pode ajudar a diluir a credibilidade das redes. Em outras palavras, quanto mais conhecidos a pessoa tem, mais difícil de confiar nele ou nela.
Matéria publicada no Meio&Mensagem online.
Entre as marcas mais valiosas do mundo, a consultoria Brand Finance ressaltou as empresas brasileiras.
A empresa de telefonia Oi saltou da posição de número 432 para a de 195 entre um ano e outro ao ter a marca avaliada em US$ 4,3 bilhões, quase o triplo do valor de 2009, que foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o maior salto no ranking entre todas as empresas do mundo que figuraram nos levantamentos de 2009 e 2010.
As cinco marcas mais valiosas do Brasil
|
Posição no mundo |
Grupo |
Valor (US$ bilhões) |
|
42º |
Bradesco |
13,3 |
|
115º |
Itaú |
6,9 |
|
117º |
Banco do Brasil |
6,6 |
|
147º |
Petrobras |
5,6 |
|
195º |
Oi |
4,3 |
“A crise afetou mais os países desenvolvidos, o que se refletiu sobre o valor das marcas. Como o Brasil foi menos afetado, as marcas daqui ganharam força”, disse Gilson Nunes, diretor da Brand Finance no Brasil.
A gigante do varejo Walmart mais uma vez liderou o ranking mundial. Sua marca foi avaliada em US$ 41,3 bilhões. O Google ficou em segundo e a Coca-Cola em terceiro, com marcas avaliadas, respectivamente, em US$ 36,2 bilhões e US$ 34,8 bilhões.
Entre as brasileiras, ainda no setor de telefonia, Vivo e Telesp, atualmente uma única empresa, que também não apareceram na pesquisa de 2009, foram citadas neste ano. Elas ficaram, respectivamente, nas posições 425 e 446. A Brand Finance informou que seria feita uma atualização dos dados para que as duas empresas fossem citadas como uma só, mas que o valor dessa única empresa não corresponderia a uma simples soma dos valores atribuídos a cada marca. A Vivo foi avaliada em US$ 2,2 bilhões e a Telesp, em US$ 2,1 bilhões.
O Bradesco liderou não apenas entre as empresas brasileiras, mas entre todas as da América Latina. A marca do banco foi avaliada US$ 13,3 bilhões, o que a deixou na 42ª posição do ranking mundial – em 2009, o Bradesco ficou em 75º. Itaú, Banco do Brasil e Petrobras vieram na sequência entre os representantes brasileiros. O Itaú, avaliado em US$ 6,9 bilhões, subiu três posições e ficou em 115º. Duas posições atrás ficou o BB, com marca avaliada em US$ 6,6 bilhões. A Petrobras figurou em 147º, avaliada em US$ 5,6 bilhões.
Com informações de Patrick Cruz, iG São Paulo
A revista The Economist atualizou os números das novas mídias sociais e das mídias tradicionais e produziu o vídeo “Did you know?” Veja abaixo:
Em matéria publicada no Brasil Econômico no último sábado de Carnaval, o jornal abordou o tema da geração Y e suas redes sociais. A constatação resumida é que estamos no meio de uma revolução de atitudes e percepções, onde as empresas precisam de preparo para enfrentar essa realidade. Veja as cinco dicas, que até certo ponto soam como redundantes sobre o que a geração Y espera de uma empresa:
Verdade - Antes as pessoas não questionavam as empresas e nem tinham acesso a elas. Hoje os clientes não ficam calados se percebem falsas promessas.
Diálogo – Esse público rejeita burocracia e não conhece padrões hierárquicos rígidos. Quer manter diálogo com as marcas que consomem.
Benefícios – Para ganhar, as companhias hoje precisam oferecer produtos, informações, serviços úteis e relacionados ao seu posicionamento.
Boas histórias – Para abrir um canal de comunicação, é preciso criar boas histórias em vídeo, textos e áudio. Elas devem instigar o compartilhamento com os amigos.
Participação - A principal demanda de público é: “ eu quero fazer parte”. Não dá mais para ter apenas a vez do fabricante no desenvolvimento de serviços, produtos e comunicação.
Steve Jobs vira e mexe é capa de revista. Um site selecionou 100 delas. Vale a pena conferir além das capas, a rapidez com que ele inventa novos assuntos.
http://www.kuodesign.com/pineapple/coverme/
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Ontem tive o privilégio de assistir às palestras promovidas pela WGSN sobre tendências para 2011. Para quem não sabe, a Andréa Bisker, nossa Repensadora, é a representante oficial da WGSN (portal mundial de tendências) no Brasil, por meio da sua empresa, a Mindset.
Saí de lá com vontade de falar sobre o que tinha acabado de ouvir e absorver. Mas com os dias corridos que todos temos tido, fica difícil parar pra bater um papo. Então, antes que as notícias fiquem velhas, vou deixar aqui registradas algumas anotações que fiz.
Houve inicialmente uma reflexão sobre o cenário que se seguiu à crise de 2009. Após um ano muito difícil para todo o mundo, as palavras de ordem agora são ESPERANÇA, OTIMISMO e NOVOS VALORES.
Os indivíduos querem liberdade, atenção, e querem compartilhar. Vamos dividir as ideias novas, mas também reciclar as ideias “perdidas”: o que não foi aproveitado ontem para um determinado cliente pode servir, hoje, para outro.
Generosidade é fundamental como valor para uma marca, e a conexão emocional – o poder dessas conexões – é extremamente valorizado. Seja criativo, e que sua criatividade produza soluções realmente genuínas.Foram então apresentadas 3 macro tendências para 2011:
1) TIMELINES
A tradição encontra a tecnologia. O velho e o novo NÃO estão em lugares PARALELOS, podemos promover a fusão entre eles e levantar camadas de tempo para revisitar trabalhos realizados no passado.
Crie uma história (storytelling) inspirada no passado, estabeleça um link emocional com o tempo.
Um exemplo dessa tendência na moda: a Osklen trouxe ao Fashion Week uma coleção baseada em figurinos antigos, mas com tecidos e materiais que utilizam tecnologia de ponta em sua fabricação.
A Technos está se posicionando dentro dessa tendência, unindo tradição à tecnologia, através do conceito “timeless moments”.2) SENSORY
A tecnologia pode fazer você experimentar algo que já conhece, mas de uma forma totalmente nova.
Use todos os sentidos, faça as pessoas se sentirem melhor em relação a seu produto, criando conexões intensas. A realidade aumentada é uma materialização dessa releitura tecnológica e sensorial.
Um exemplo de produto apresentado para ilustrar essa tendência foi um guarda-chuva que projeta fotos em seu interior.
3) FAIR END SQUARE
Resgate a simplicidade, a maneira simples e pura de viver, e valorize os micronichos.
Pratique o “real value” – pague o valor justo por produtos/serviços.
Desafie as convenções.
A comunicação deve ser direta, “straight-forward”.
Exemplos dessa tendência acontecendo no mundo:
- “Hotel zero estrelas”, com instalações super simples e, portanto, custo baixíssimo.
- “Pague quanto acha que vale” – produtos e serviços para os quais o consumidor determina o valor a pagar, de acordo com seu grau de satisfação. O Teatro da Vila já pratica esse conceito, que também já foi utilizado pelo Estadão (mas somente no primeiro mês de assinatura).
Resumindo essa tendência: KEEP IT SIMPLE, simplifique.
É isso, espero ter trazido um pouco de inspiração. Tendências não são obrigatoriedades, e, como em toda informação, o que realmente faz a diferença não é o seu conteúdo, mas o uso que se dá a ele.
Este é o canal de notícias e de troca de informações exclusivo para o time repensadores.
O objetivo é manter a equipe da REPENSE antenada com as novidades da agência e do mercado de comunicação como um todo.
É neste espaço em que todos podem postar vídeos, notícias, indicar sites e dicas de leituras para toda a equipe, sobre tudo o que for relevante e que de fato represente uma INOVAÇÃO não apenas para a REPENSE, mas para o nosso negócio e para o nosso crescimento profissional.
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